Fortaleza está próxima de receber o primeiro museu privado do Brasil dedicado à fotografia. Quem dá a notícia é o empresário do ramo imobiliário Silvio Frota, da Simpex Incorporadora. Dono de mais duas mil imagens feitas por nomes como Evandro Teixeira e Otto Stupakoff (1935 - 2009), ele comprou o prédio onde funcionava o Ibeu Aldeota, com 2,5 mil m², para expor sua coleção. Do francês Henri Cartier-Bresson (1908 – 2004) ao baiano Evandro Teixeira, a coleção de Silvio Frota guarda alguns momentos marcantes da história. É o caso, por exemplo, dos registros da Ditadura Militar no Brasil, feitos por Orlando Brito, Juca Martins e outros. O fechamento do Congresso Nacional, a Passeata dos 100 mil e o encontro dos generais Ernesto Geisel e Augusto Pinochet, quando eram presidentes, respectivamente, do Brasil e do Chile são alguns momentos que devem integrar uma sala especial dedicada aos Anos de Chumbo. Sabendo da importância desse acervo, o plano de Silvio Frota é que o museu seja dedicado, principalmente, à educação. Ele já está em contato com um museólogo de São Paulo, cujo nome ainda é segredo, para auxiliar na montagem das exposições. Seu plano inicial era de já abrir as portas até o final deste ano, mas ele acredita que vá ficar para 2015 por conta das reformas do prédio.
O filme Repórteres de Guerra de Steven Silver trata da rotina de trabalho
de um grupo de fotojornalistas em meio a Guerra Civil na África entre os anos
1990 e 1994. O trabalho deles consistia em trazer para o jornal em que
trabalhavam, fotografias que retratassem o momento de tensão naquele país, que
vivia sobre o regime do Apartheid, que era a separação entre brancos e negros.
A abertura do filme começa pelo final. O fotógrafo Kevin Carter é
perguntado por uma mulher em um programa de rádio se ele havia salvado a
criança que estava prestes a ser devorada por um arbustre, cena esta que marca
o filme com o olhar de sensibilidade fotojornalística e a questão se aquele
pequeno indivíduo abatido fisicamente pela depressão social que passava a
África naquela época, serviria ou não de isca para aquele animal, depois daí o
filme passou a contextualizar a história.
De início foi mostrado o trabalho de um fotógrafo ainda freelancer que
fazia diversos tipos de fotografias e não tinha um estilo pessoal, com o passar
do tempo, o jovem adentrou uma aldeia de combatentes de guerra e começou a conquistar
a confiança de muitos e da própria editoria fotográfica, mostrando o lado da
guerra ainda não revelado.
Carter partiu para a Somália, onde fez a foto famosa da criança que
estava prestes a morrer e ser devorado pelo urubu e, portanto, houve o retorno
da situação inicial do filme, chegam diversas mensagens a ele e questionamentos
sobre o que havia ocorrido depois do ato fotográfico e acabou por ficar com
este mistério sobre o que havia ocorrido depois do ato fotográfico.
Do inicio ao fim da narração, nos deparamos com diversos tópicos comuns à
área de comunicação social, em destaque ao fotojornalismo, que vai desde o
direito de informação, á censura, a escolha da fotografia, publicação e
profissionalismo. Qual o melhor trabalho para ilustrar uma história? O que se
espera do público e qual sua reação diante da publicação?
Tendo como tema central: A Guerra, impossível não se comover durante
algum momento da narração. As redações
de jornal são bombardeadas a cada instante pelo número crescente de informações
que chegam a todo o momento, temas que vão de política a saúde, do esporte ao
cotidiano e sempre com destaque a “guerra”, principalmente, alguns veículos de
comunicação apelam ao telespectador criando uma espécie de sensacionalismo.
Portanto, a Guerra foi e ainda continua sendo ponto de destaque no cotidiano e
nos trabalhos fotojornalísticos.
O trabalho do fotojornalista Mário Cruz "Cegueira recente", que aborda a vida no Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos, é o vencedor deste ano do Prémio Fotojornalismo 2014 Estação Imagem Mora.
O centro, localizado em Lisboa, acolhe cidadãos dos países da CPLP e dá a autonomia de que precisam para viver. Os pacientes vivem juntos durante um periodo de três meses e os seus dias são preenchidos com diversas tarefas acompanhadas por apoio psicológico com o intuito de melhorar a sua independência social. Em Cegueira recente, o trabalho a preto e branco do fotojornalista da Lusa Mário Cruz mostra alguns dos momentos de reaprendizagem de competências básicas como ler, andar ou cozinhar. A maioria dos pacientes perdeu a sua visão gradualmente mas também existem casos de erros médicos e acidentes que acabaram por causar cegueira. Mário Cruz, 27 anos, já tinha sido distinguido nos Prémios Estação Imagem Mora 2012 com o terceiro prémio na categoria de Notícias com uma reportagem sobre a campanha eleitoral de José Sócrates nas eleições legislativas. Um total de 386 reportagens, da autoria de cerca de 140 fotógrafos, esteve a concurso na edição deste ano. O júri deste ano é presidido por Paolo Pellegrin, da agência Magnum, autor de vários livros e um dos fotojornalistas mais premiados a nível mundial.
Os alunos do 2º período de comunicação social com habilitação em jornalismo do Centro Universitário Estácio do Ceará participaram de um ensaio fotográfico de tema livre realizado na própria instituição, produzido com a supervisão da professora de fotografia Fernanda Oliveira e Claudio Henrique Landim. Veja algumas fotos.