RESENHA
O filme Repórteres de Guerra de Steven Silver trata da rotina de trabalho
de um grupo de fotojornalistas em meio a Guerra Civil na África entre os anos
1990 e 1994. O trabalho deles consistia em trazer para o jornal em que
trabalhavam, fotografias que retratassem o momento de tensão naquele país, que
vivia sobre o regime do Apartheid, que era a separação entre brancos e negros.
A abertura do filme começa pelo final. O fotógrafo Kevin Carter é
perguntado por uma mulher em um programa de rádio se ele havia salvado a
criança que estava prestes a ser devorada por um arbustre, cena esta que marca
o filme com o olhar de sensibilidade fotojornalística e a questão se aquele
pequeno indivíduo abatido fisicamente pela depressão social que passava a
África naquela época, serviria ou não de isca para aquele animal, depois daí o
filme passou a contextualizar a história.
De início foi mostrado o trabalho de um fotógrafo ainda freelancer que
fazia diversos tipos de fotografias e não tinha um estilo pessoal, com o passar
do tempo, o jovem adentrou uma aldeia de combatentes de guerra e começou a conquistar
a confiança de muitos e da própria editoria fotográfica, mostrando o lado da
guerra ainda não revelado.
Carter partiu para a Somália, onde fez a foto famosa da criança que
estava prestes a morrer e ser devorado pelo urubu e, portanto, houve o retorno
da situação inicial do filme, chegam diversas mensagens a ele e questionamentos
sobre o que havia ocorrido depois do ato fotográfico e acabou por ficar com
este mistério sobre o que havia ocorrido depois do ato fotográfico.
Do inicio ao fim da narração, nos deparamos com diversos tópicos comuns à
área de comunicação social, em destaque ao fotojornalismo, que vai desde o
direito de informação, á censura, a escolha da fotografia, publicação e
profissionalismo. Qual o melhor trabalho para ilustrar uma história? O que se
espera do público e qual sua reação diante da publicação?
Tendo como tema central: A Guerra, impossível não se comover durante
algum momento da narração. As redações
de jornal são bombardeadas a cada instante pelo número crescente de informações
que chegam a todo o momento, temas que vão de política a saúde, do esporte ao
cotidiano e sempre com destaque a “guerra”, principalmente, alguns veículos de
comunicação apelam ao telespectador criando uma espécie de sensacionalismo.
Portanto, a Guerra foi e ainda continua sendo ponto de destaque no cotidiano e
nos trabalhos fotojornalísticos.
A seguir confira o filme legendado na íntegra:
Por Dimitry Lima






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